Como a Geração Z se conecta com o esporte
Giovana, 22 anos
Giovana sempre foi ativa. Desde os 16, faz musculação, ama um treino funcional, cuida da alimentação. Mas, por muito tempo, correr não estava nos seus planos, parecia cansativo demais.
Até que, sem perceber, começou a ser impactada.
Um Reels de uma influenciadora completando 10 km.
Um amigo postando a medalha de um evento.
Quando viu, estava correndo no parque aos domingos, só ela e aquela sensação boa pós-treino. E foi ali que nasceu a vontade:
“Por que não me inscrever em uma prova de verdade?”
Fez isso quase sem pensar. Achou o link da corrida, viu que o kit era lindo e o percurso fazia sentido. No fundo, queria testar sua evolução.
Então, chegou o grande dia e ela cruzou a linha de chegada com os olhos brilhando. E é claro que saiu postando, com muito orgulho.
A partir dali, virou referência no próprio ciclo de amigos. Várias meninas começaram a perguntar sobre a prova. Sem querer, Giovana virou influenciadora de um estilo de vida que ela mesma ainda está descobrindo.
O que aprendemos com a Giovana?
A Geração Z vê o esporte como um estilo de vida, algo que vai além da saúde e está ligado à identidade e bem-estar:
? São influenciados por quem vive o que posta.
Eles compram a ideia quando percebem a verdade. Não pela propaganda direta, mas pelo estilo de vida real.
? Transformam hábitos em tendência.
O evento esportivo virou extensão da rotina fitness. E assim, viraliza.
A Geração Z se informa, se inspira e decide participar de eventos a partir das redes sociais.
74,0% deles dizem que seu principal canal de referência são as redes sociais como Instagram, TikTok e Facebook. Ou seja, é ali que a mágica começa.
Outros canais têm presença quase irrelevante para eles:
- Sites especializados: 10%
- TV e podcasts: praticamente zero impacto
Essa geração não está buscando informações em fontes tradicionais. Eles querem se identificar e se sentir parte, e tudo isso acontece no digital.
Quem inspira a Geração Z a correr?
Quando a gente fala que a Geração Z é influenciada pelas redes sociais, isso não é só sobre o canal, é sobre quem está do outro lado da tela. Veja só os nomes de influenciadores mais citados na nossa pesquisa:
Se essa galera está correndo por influência, conexão e propósito, quem organiza precisa construir experiências que conversem com esse estilo de vida. Por isso:
- Esteja onde eles estão:
Você não precisa estar em todas as redes. Mas precisa estar bem em uma que faça sentido. - Aproxime-se de influenciadores que realmente se conectam com esse público:
Não é sobre quantidade de seguidores, é sobre relevância. Parcerias com influencers ou criadores locais que vivam o universo da corrida podem fazer sua prova chegar de forma orgânica em quem importa.
A Geração Z está buscando eventos que não sejam só uma linha de chegada, mas um novo estilo de vida.
E os eventos que entenderem isso, saem na frente.