Kit de corrida: o que os atletas realmente valorizam?
E se a sua prova não acabasse na linha de chegada?
Essa pergunta pode parecer simples. No entanto, ela abre uma discussão importante para quem organiza eventos esportivos, estrutura parcerias e pensa na experiência entregue aos participantes.
O kit da prova costuma ser associado ao momento que antecede a prova. É quando o atleta retira seus itens, conhece parte da identidade visual do evento e começa a entrar no clima da largada.
Porém, o impacto do kit pode durar muito mais.
Segundo a pesquisa Em busca do Kit Perfeito, realizada pela Ticket Sports com mais de 8.500 atletas, 93% dos participantes utilizam algum item do último kit que receberam.
Ou seja, quando a prova termina, parte da experiência continua presente na rotina do atleta.
A camiseta aparece em um treino. A mochila acompanha uma viagem. O boné volta a ser usado em outro evento. Além disso, uma amostra de produto pode apresentar uma nova marca ao participante.
Por isso, entender quais itens realmente fazem sentido para o público é mais importante do que simplesmente aumentar a quantidade de produtos entregues.
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O kit de corrida vai além do dia da prova
Durante muito tempo, o kit foi tratado como uma lista de itens que precisava ser preenchida. Quanto mais produtos, melhor parecia ser a entrega. No entanto, essa lógica merece ser revista.
Um bom kit não é necessariamente o mais recheado. Pelo contrário, é aquele que oferece itens úteis, coerentes com a proposta do evento e alinhados ao perfil dos participantes.
Essa diferença é importante porque o valor percebido não está apenas na quantidade. Ele também está na capacidade de cada item permanecer relevante depois da largada.

Quando um atleta utiliza novamente um produto recebido, o evento volta a fazer parte de sua rotina. Além disso, as marcas parceiras ganham novas oportunidades de conexão.
Portanto, o kit deixa de ser apenas uma entrega pontual. Ele passa a funcionar como uma extensão da experiência.
A maioria dos atletas continua a usar os itens do último kit
De acordo com a pesquisa, 93% dos atletas afirmam utilizar algum item do último kit que receberam.

Na prática, o resultado mostra que os itens não ficam restritos ao dia do evento. Pelo contrário, eles podem acompanhar o atleta ao longo do tempo, aparecendo em treinos, fotos, viagens e publicações nas redes sociais.
Isso significa que o investimento no kit pode gerar visibilidade recorrente. Ainda assim, essa visibilidade não acontece automaticamente. Para que o produto continue sendo utilizado, ele precisa ter utilidade real.
Por isso, a escolha dos itens deve considerar mais do que custo, disponibilidade ou volume. Também precisa considerar contexto, qualidade e aderência à rotina do atleta.
Quais itens os atletas mais gostam de receber?
Na pesquisa da Ticket Sports, os atletas puderam selecionar até três opções. E o resultado mostra uma preferência clara por itens que combinam utilidade, experiência e conexão com o universo esportivo.

1. Camiseta de participante
A camiseta aparece com ampla vantagem no primeiro lugar.
Para 69,9% dos atletas, ela está entre os itens preferidos em um kit de corrida.
O resultado não surpreende. Afinal, a camiseta é um dos produtos mais associados à identidade do evento. Além disso, ela pode continuar sendo utilizada em treinos, atividades do dia a dia ou até em outras provas.
Quando a peça tem bom material, design atrativo e modelagem adequada, ela deixa de ser apenas uma lembrança. Consequentemente, passa a integrar a rotina esportiva do participante.
Para o organizador, isso amplia a presença da marca do evento. Para os patrocinadores, aumenta a exposição ao longo do tempo.
2. Amostras de produtos
Na segunda posição, aparecem as amostras de produtos, escolhidas por 35,8% dos atletas.
Esse dado merece atenção porque mostra que o kit também pode funcionar como espaço de descoberta.
Ao experimentar um produto em um contexto esportivo, o atleta tem contato direto com a marca em um momento de alta afinidade. Além disso, a experiência tende a ser mais concreta do que uma exposição publicitária tradicional.
No entanto, é importante que a amostra tenha relação com o público e com a proposta do evento. Quando existe coerência, a ativação ganha força. Caso contrário, o item corre o risco de ser ignorado.
3. Suplementos
Os suplementos ocupam a terceira posição, com 25,5% das respostas.
Assim como as amostras, eles dialogam diretamente com a rotina esportiva. Por isso, podem agregar valor ao kit quando são selecionados com critério.
Além disso, esse tipo de produto cria uma conexão natural entre prova, performance e hábitos do atleta.
Mais uma vez, o ponto central está na relevância. Não basta incluir um item apenas para aumentar o volume da entrega. Ele precisa fazer sentido dentro da experiência.
Utilidade é mais importante do que quantidade
Os dados mostram que o kit continua sendo um ponto importante da jornada do atleta. No entanto, eles também reforçam uma mudança de perspectiva.
O melhor kit não é aquele que reúne o maior número possível de produtos. É aquele que entende o participante e escolhe itens com potencial de uso real.
Por isso, antes de definir a composição, o organizador precisa fazer algumas perguntas.
- O produto tem relação com a modalidade?
- Pode ser utilizado depois da prova?
- A qualidade estimula o uso recorrente?
- Existe coerência com o posicionamento do evento?
- A marca parceira está inserida de forma natural na experiência?
Essas perguntas ajudam a evitar kits excessivos, pouco funcionais ou desconectados do público. Além disso, quando bem planejado, o kit também oferece um espaço valioso para as marcas.
Cada item utilizado mantém o evento vivo na rotina do atleta. Ao mesmo tempo, cria novas oportunidades de contato com patrocinadores e parceiros.
Isso acontece porque o produto não desaparece depois da entrega.
Ele pode voltar a aparecer em um treino, na academia ou em uma publicação nas redes sociais. Consequentemente, a exposição deixa de ser pontual.
O atleta percebe quando um produto foi incluído apenas para preencher espaço. Da mesma forma, percebe quando existe intenção, qualidade e utilidade.
Por isso, a melhor ativação é aquela que entrega valor antes de buscar visibilidade.
O kit como extensão da experiência
O kit da prova influencia a percepção do atleta. Ainda assim, ele não deve ser tratado como uma solução isolada.
Uma boa prova depende de diferentes fatores, como operação, percurso, comunicação, segurança e experiência. No entanto, dentro dessa jornada, o kit ocupa um espaço relevante.
Ele é um dos primeiros contatos físicos com o evento. Além disso, pode ser um dos últimos elementos a permanecer na rotina do participante depois da chegada.
Por isso, escolher os itens certos não é apenas uma decisão operacional. É uma decisão de experiência, posicionamento e relacionamento.
No fim, a lógica é simples: um bom kit é aquele que traz produtos que fazem sentido para o atleta, para o evento e para as marcas parceiras. Porque, quando existe utilidade, a prova continua presente muito depois da linha de chegada.
Quer aprofundar os dados sobre kits?
Baixe o material completo da pesquisa Em busca do Kit Perfeito.