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Caio Carvalho · 11 nov, 2025

O Brasil bateu na placa — e está subindo de fase

Tem uma cena que sempre me arrepia nas corridas.


Aquela pessoa na beira da rua, segurando uma plaquinha com o símbolo do Power Up do Mario Bros. ? já viu?

Quem corre sabe: é irrestível passar por ali e não estender a mão pra bater na placa.

É um gesto simples, quase infantil — mas, quando você toca, sente algo real.
Uma faísca, uma energia que vem do público e te empurra pra frente.

E acho que o nosso mercado está vivendo exatamente isso.

O “Power Up” do esporte participativo

Nos últimos anos, o Brasil vem batendo nessa placa simbólica — e subindo de fase.

Segundo dados mapeados pela Ticket Sports, foram 1.768 eventos esportivos participativos realizados no último ano, um salto de +31,8% em relação ao período anterior.

Só no primeiro semestre de 2025, já foram 1.440 provas, aumento de 33% sobre 2024.

São números que mostram algo maior: o país inteiro está se movendo.

Hoje, já são 13 milhões de corredores ativos — pessoas que veem na corrida um estilo de vida, uma forma de se expressar, de se desafiar e de pertencer.

E, se você olha pro lado, percebe que os organizadores também estão subindo de fase.
Os eventos deixaram de ser apenas regionais.

Eles estão ganhando alcance, maturidade e propósito — transformando cidades inteiras em pontos de encontro do turismo, do esporte e da cultura.

Uma nova geração cruzando a linha de chegada

O esporte participativo vem ganhando novos rostos.

Nos últimos dois anos, o número de jovens da Geração Z nas corridas de rua cresceu 35%, segundo levantamento do Webrun.

Entre 2023 e 2024, o público de 15 a 25 anos saltou de 7,9% para 10,7% do total de inscritos.

Essa geração não corre apenas por performance — corre por propósito.
Busca histórias reais, causas, experiências que façam sentido e momentos que possam ser compartilhados.

Como diz o professor Dado Schneider em seu TEDx Talks “Choque de Gerações”:

“A gente vai ter que se entender.”

E isso vale pro mercado também.

A nova geração não compra uma inscrição — compra pertencimento.
Criar provas relevantes para esse público não é só investir em mídia.

É criar histórias que conectam — antes, durante e depois da corrida.

De João Pessoa para o Brasil — e a próxima fase

Falo disso com a tranquilidade de quem vive esse mercado há mais de 15 anos.

E, nesse tempo, pude acompanhar de perto o amadurecimento de dezenas de eventos pelo país — cada um com sua história, sua identidade e o mesmo desejo: passar para a próxima fase.

A Maratona Internacional de João Pessoa é um bom exemplo desse momento.
Uma prova já consolidada, respeitada e com atletas de todas as federações, que decidiu buscar um novo patamar de visibilidade e presença nacional.

Como ouvi recentemente do Rafael Coelho, organizador envolvido no projeto:

“A gente precisa de um gatilho maior. Algo que coloque a Maratona de João Pessoa no mapa nacional das maratonas do país.”

Essa reflexão traduz o que muitos organizadores de diferentes regiões vêm percebendo:
chega um ponto em que o evento já é grande localmente, mas precisa de um impulso — um verdadeiro ‘power up’ — pra passar de fase e alcançar novos públicos, patrocinadores e parceiros.

E é nesse cenário que entra a amplitude do calendário nacional e os mais de 3 milhões de acessos orgânicos mensais que a plataforma da Ticket Sports oferece.

Mas a gente sabe: o diferencial de uma prova que cresce não está só na exposição, e sim na jornada completa de comunicação e relacionamento — do primeiro clique até a linha de chegada.

E isso não se constrói sozinho.
É um processo feito em conjunto, com visão, constância e compromisso.

O Brasil inteiro batendo na placa

E o mais bonito é perceber que isso não é exceção — é tendência.

O turismo esportivo já representa 6% das viagens domésticas no país e cresce mais de 7% ao ano (Ministério do Turismo, 2024).

Em média, 42% dos corredores viajam pra competir fora do estado, e o gasto médio por atleta visitante chega a R$ 1.200 por prova.

Esses números mostram o tamanho do impacto — e o quanto o nosso setor está amadurecendo.

Hoje, já são mais de 40 maratonas relevantes no calendário nacional, com mais de 60% publicadas na Ticket Sports.

E os números vão além, desde 2015, foram 1.962 maratonas e meias publicadas, com 423 mil atletas inscritos e mais de 4 milhões de quilômetros percorridos — o equivalente a 100 voltas ao redor do mundo.

O que começou como pequenas iniciativas locais virou um movimento nacional de pessoas e histórias.

O Brasil em modo Power Up

Talvez seja isso o que mais me inspira no esporte:
a forma como a energia se espalha, como uma simples placa segurada por alguém na calçada pode mudar o seu dia — ou a sua prova.

Hoje, vejo os organizadores batendo nessa mesma placa.
Se impulsionando, acreditando, subindo de fase.

O Brasil está em modo Power Up.
E, se tem uma coisa que aprendi nesses anos, é que ninguém sobe de fase sozinho.

O que move a gente não é só a linha de chegada —
é o gesto coletivo de quem acredita que dá pra ir mais longe.

Referências

  • “Mapeamento do mercado esportivo: por que fazemos” — Ticket Sports HUB
  • Pesquisa Olympikus / Box 1824 (2024) — 13 milhões de corredores de rua no Brasil.
  • Ministério do Turismo (2024) — turismo esportivo representa 6% das viagens domésticas e cresce acima de 7% ao ano.
  • “2024 teve mais jovens e mulheres participando de eventos esportivos, aponta levantamento do Ticket Sports” — Webrun, 22 de janeiro de 2025.
  • Dado Schneider — “Choque de Gerações: a gente vai ter que se entender”, TEDx Talks.



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