O Brasil bateu na placa — e está subindo de fase
Tem uma cena que sempre me arrepia nas corridas.
Aquela pessoa na beira da rua, segurando uma plaquinha com o símbolo do Power Up do Mario Bros. ? já viu?
Quem corre sabe: é irrestível passar por ali e não estender a mão pra bater na placa.
É um gesto simples, quase infantil — mas, quando você toca, sente algo real.
Uma faísca, uma energia que vem do público e te empurra pra frente.
E acho que o nosso mercado está vivendo exatamente isso.
O “Power Up” do esporte participativo
Nos últimos anos, o Brasil vem batendo nessa placa simbólica — e subindo de fase.
Segundo dados mapeados pela Ticket Sports, foram 1.768 eventos esportivos participativos realizados no último ano, um salto de +31,8% em relação ao período anterior.
Só no primeiro semestre de 2025, já foram 1.440 provas, aumento de 33% sobre 2024.
São números que mostram algo maior: o país inteiro está se movendo.
Hoje, já são 13 milhões de corredores ativos — pessoas que veem na corrida um estilo de vida, uma forma de se expressar, de se desafiar e de pertencer.
E, se você olha pro lado, percebe que os organizadores também estão subindo de fase.
Os eventos deixaram de ser apenas regionais.
Eles estão ganhando alcance, maturidade e propósito — transformando cidades inteiras em pontos de encontro do turismo, do esporte e da cultura.
Uma nova geração cruzando a linha de chegada
O esporte participativo vem ganhando novos rostos.
Nos últimos dois anos, o número de jovens da Geração Z nas corridas de rua cresceu 35%, segundo levantamento do Webrun.
Entre 2023 e 2024, o público de 15 a 25 anos saltou de 7,9% para 10,7% do total de inscritos.
Essa geração não corre apenas por performance — corre por propósito.
Busca histórias reais, causas, experiências que façam sentido e momentos que possam ser compartilhados.
Como diz o professor Dado Schneider em seu TEDx Talks “Choque de Gerações”:
“A gente vai ter que se entender.”
E isso vale pro mercado também.
A nova geração não compra uma inscrição — compra pertencimento.
Criar provas relevantes para esse público não é só investir em mídia.
É criar histórias que conectam — antes, durante e depois da corrida.
De João Pessoa para o Brasil — e a próxima fase
Falo disso com a tranquilidade de quem vive esse mercado há mais de 15 anos.
E, nesse tempo, pude acompanhar de perto o amadurecimento de dezenas de eventos pelo país — cada um com sua história, sua identidade e o mesmo desejo: passar para a próxima fase.
A Maratona Internacional de João Pessoa é um bom exemplo desse momento.
Uma prova já consolidada, respeitada e com atletas de todas as federações, que decidiu buscar um novo patamar de visibilidade e presença nacional.
Como ouvi recentemente do Rafael Coelho, organizador envolvido no projeto:
“A gente precisa de um gatilho maior. Algo que coloque a Maratona de João Pessoa no mapa nacional das maratonas do país.”
Essa reflexão traduz o que muitos organizadores de diferentes regiões vêm percebendo:
chega um ponto em que o evento já é grande localmente, mas precisa de um impulso — um verdadeiro ‘power up’ — pra passar de fase e alcançar novos públicos, patrocinadores e parceiros.
E é nesse cenário que entra a amplitude do calendário nacional e os mais de 3 milhões de acessos orgânicos mensais que a plataforma da Ticket Sports oferece.
Mas a gente sabe: o diferencial de uma prova que cresce não está só na exposição, e sim na jornada completa de comunicação e relacionamento — do primeiro clique até a linha de chegada.
E isso não se constrói sozinho.
É um processo feito em conjunto, com visão, constância e compromisso.
O Brasil inteiro batendo na placa
E o mais bonito é perceber que isso não é exceção — é tendência.
O turismo esportivo já representa 6% das viagens domésticas no país e cresce mais de 7% ao ano (Ministério do Turismo, 2024).
Em média, 42% dos corredores viajam pra competir fora do estado, e o gasto médio por atleta visitante chega a R$ 1.200 por prova.
Esses números mostram o tamanho do impacto — e o quanto o nosso setor está amadurecendo.
Hoje, já são mais de 40 maratonas relevantes no calendário nacional, com mais de 60% publicadas na Ticket Sports.
E os números vão além, desde 2015, foram 1.962 maratonas e meias publicadas, com 423 mil atletas inscritos e mais de 4 milhões de quilômetros percorridos — o equivalente a 100 voltas ao redor do mundo.
O que começou como pequenas iniciativas locais virou um movimento nacional de pessoas e histórias.
O Brasil em modo Power Up
Talvez seja isso o que mais me inspira no esporte:
a forma como a energia se espalha, como uma simples placa segurada por alguém na calçada pode mudar o seu dia — ou a sua prova.
Hoje, vejo os organizadores batendo nessa mesma placa.
Se impulsionando, acreditando, subindo de fase.
O Brasil está em modo Power Up.
E, se tem uma coisa que aprendi nesses anos, é que ninguém sobe de fase sozinho.
O que move a gente não é só a linha de chegada —
é o gesto coletivo de quem acredita que dá pra ir mais longe.
Referências
- “Mapeamento do mercado esportivo: por que fazemos” — Ticket Sports HUB
- Pesquisa Olympikus / Box 1824 (2024) — 13 milhões de corredores de rua no Brasil.
- Ministério do Turismo (2024) — turismo esportivo representa 6% das viagens domésticas e cresce acima de 7% ao ano.
- “2024 teve mais jovens e mulheres participando de eventos esportivos, aponta levantamento do Ticket Sports” — Webrun, 22 de janeiro de 2025.
- Dado Schneider — “Choque de Gerações: a gente vai ter que se entender”, TEDx Talks.