China: na Terra da Inovação Esportiva
A China é outra dimensão.
Com a soma de políticas públicas de investimento e educação, o país é uma máquina de engenharia, poder de transformação e foco.
Trata-se da inovação pela inovação.
Esqueça o “Menos é mais”. A proposta do oriente é abundância: de ideias, de produtos, de gente competente. Apetite para o erro/aprendizado.
Este texto destrincha essa lógica exponencial sob o ponto de vista do mercado esportivo.
Em missão liderada pelo Arena Hub, estivemos nos maiores hubs de inovação, tecnologia e negócios da China, à procura de objetos do futuro e, principalmente, da mentalidade agressiva de eficácia e produtividade.
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A política do governo com relação ao esporte
Há alguns anos o governo chinês começou a fomentar o exercício físico para a população.
Viram que é a melhor arma para a melhora da saúde pública. Sabemos.
O efeito colateral: todas as empresas de tecnologia e grandes grupos chineses se viram praticamente obrigados a ter iniciativas do setor.
Por isso, boa parte das inovações esportivas está em empresas com setor longe do core business. Huawei e Alibaba, talvez as mais internacionais, têm setores importantes de desenvolvimento para o esporte em núcleos financiados.
Além dos diversos hubs de inovação, ainda há um tremendo investimento em universidades que conduzem pesquisas e criam tecnologias o tempo todo.
O governo está lá, financiando o tópico.
Por isso, dinheiro não falta. Cultura de inovação também não, assim como mentes super preparadas para qualquer desafio. O que está faltando, então?
Onde estão as oportunidades?
Com um mercado de 1,4 bilhão de pessoas, a China pode se dar ao luxo de criar um mundo só seu, com seus valores e ideias.
Mercado interno infinito.
Apesar disso, percebe-se uma vontade imensa de dominar o espaço. Eles têm fome.
As opções:
- Trazer produtos e tecnologias esportivas chinesas para vender no Brasil;
- Trazer produtos e tecnologias (raríssimo) brasileiras para vendas na China;
…estiveram sempre na mesa. Alguns produtos são desenvolvidos pensando primeiro no mercado externo. “Não temos mercado” – ouvimos de um produto com foco em futebol e basquete.
Mas talvez as oportunidades estão no que eles mais falham: comunicação.
Diagnóstico: o que falta para a China dominar o mundo
Os chineses gostam tanto de robôs que às vezes acabam se tornando eles.
E isso tem um impacto pesado.
Os melhores do mundo para criar produtos. Nem tanto pra criar memórias. A China não copia mais, ela lidera mudanças.
Mas a dificuldade com marcas, com ideias, com propaganda é nítida.
É como se todos fizessem parte de uma mente coletiva de um engenheiro, daqueles bem estudioso, fera, mas quieto, péssimo contador de piadas e um pouco ingênuo para conversar.
Eles quase não falam inglês.
Os anúncios, outdoors, logos, marcas são sem graça. Na maioria, imitações do ocidente. A sensação é que a maioria não tem tempo para arte.
Para entender essa sensação é preciso ir mais longe. Décadas de um país fechado, foco absoluto da educação conteudista, cidades pré-configuradas como Shenzhen.
Aí que podemos ajudar.
A des-robotização à brasileira
Há exageros até na eficiência. Idem na hierarquia. Vi chefes chamarem e funcionários saírem correndo, desesperados.
Talvez seja um conceito diferente de felicidade, e tá tudo legal.
É uma oportunidade para nossos profissionais. Somos feras em histórias, em design, em criação. Isso complementa a necessidade chinesa como poucas outras características.
Nesse oceano de bilhões de oportunidades, somos peixe raro – e aí que o mercado vai se abrir.
Não precisamos produzir como eles (ainda). Mas podemos comunicar o que eles deixam para trás.
Na terra do hardware, podemos ir de software.
Tem muito mais sobre essa viagem nas redes sociais do nosso CEO. Confira!